O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

EFEMÉRIDE

Era uma Terça-Feira. Há 54 anos. O Merdock, como qualquer aluno assíduo, aparecia todos os dias, no Liceu. Mas nesse dia, ninguém o viu. Que acontecera? Porventura ter-se-ia perdido de amores por alguma gentil cadelinha… e lá fora, sabe-se lá para onde... – aventavam os mais imaginativos. Só no outro dia, ao cair da tarde, se soube (por uns miúdos que moravam perto da Igreja do Carmo), que o Merdock fora catrafilado pelos agentes da Câmara, por não ter coleira, nem pagar impostos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

BILHETE DE COMBOIO


Quem é que se lembra deste tipo de bilhetes de comboio?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O PIROLITO

GARRAFAS DE PIROLITOS
Na época do Merdock, o pirolito era das poucas bebidas engarrafadas que existiam no país. Na classe das bebidas não alcoólicas, pouco mais havia, para além de gasosas e laranjadas, todas elas gaseificadas artificialmente. Custava uns dez tostões numa taberna e uns doze, num café. Além da água, continha ácido cítrico, gás carbónico e pouco mais.

O pirolito, muito popular entre os mais jovens, tinha uma particularidade interessante.

A garrafa não tinha uma rolha, propriamente dita. Para cumprir a mesma função havia um berlinde que vedava a saída do líquido e do anidrido carbónico. O berlinde era fortemente empurrado, pela pressão do gás, contra um anel de borracha que se encontrava no gargalo da garrafa. Para abrir, bastava um pauzinho e uma pancada, de modo a romper a pressão.

Para os mais novos, contudo, o mais importante não era a bebida, mas sim o berlinde. Era muito procurado e custava dois tostões, em vez do tostão que custavam os outros.

Depois vieram bebidas estrangeiras, mais caras, com rótulo reluzente e nome estrangeirado (uma delas a imitar o gosto do pirolito), mas sem lhes chegar aos calcanhares. E, como quase sempre assim tem sido, o pirolito foi destronado!...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O REENCONTRO

O REENCONTRO FOI ASSIM.
QUE ESTA IMAGEM SE REPITA!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

NOS TEMPOS DO MERDOCK

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O CUSTO DA VIDA, NOS TEMPOS DO MERDOCK


Nos tempos do Merdock, a malta comprava 3 cigarros por 5 tostões, que foi a contribuição mais comum, para se conseguir a libertação do cachorro.

sábado, 5 de janeiro de 2008

CARTAZ ALUSIVO AO MERDOCK
PATENTE DURANTE O ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO
EM S. BRÁS DE ALPORTEL, A 6 DE OUTUBRO DE 2007

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

AUTÓGRAFOS

O AUTOR E OS AUTÓGRAFOS, DURANTE O ALMOÇO DE NOVEMBRO


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

NATAL 2007

Poemas de Natal #1

Naquela noite fazia frio fazia pena
ver almas despedaçadas deitadas corpos entrouxados
dispersos nas calçadas luzidias do passeio das ruas

Caía uma névoa fina que simulava chuva punhais
de raiva e resignação ou antes uma levada de mágoa
de murmúrios sem data sem fumo sem restos de cio
perdidos num mar de pedras nas calçadas da rua

Era uma noite de claustros tambores rufando clamando
os clamores da vida a náusea descrente na boca sofrida
o granito fundido já duro das lutas perdidas
pisado nos ossos nos ombros nos olhos que olham
as coisas por fora nas coisas por dentro
e as noites nos dias e os búzios na praia sem vento
soprando as pedras do passeio da rua

Doía a quem doía não fora a noite uma noite
de aprazimento em todas as aldeias da cidade
tempo de alegrias acepipes farturas alvarinho
em casas abastadas sobranceiras aos passeios da rua

o mais vago grave desígnio dum oráculo de plenitude
na inocência das crianças nas crenças na sentença
dos mecanismo que levam ao enternecimento
por ver a chuva a cair sobre corpos alheios
prostrados enrodilhados sobre o passeio da ruas

O número II de "3 Retalhos para um Retábulo", em "Poemas de e para o Natal", Ed. Mic

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

AINDA O ENCONTRO

Os Caminhos da Amizade


Há caminhos que vêm
Há caminhos que vão
Caminhos paralelos
Caminhos que se cruzam
Caminhos que nunca mais se encontram
E caminhos muito cedo interrompidos!


Mas hoje os nossos caminhos,
Que há muitos anos já estiveram juntos,
Trouxeram-nos, de novo, até aqui.


É tempo para um novo olhar
Tempo de alegria, de emoção
Tempo de recordar…


Passaram tantos anos…
Alguns de nós percorremos caminhos
Que nunca mais se encontraram
Desde que fomos jovens, alegres, felizes
E sobretudo amigos!


Há amizades que perduram até hoje
Outras que se perderam ao longo dos anos
Porque percorremos caminhos distantes.
Mas hoje irão renascer
E voltar a ser o que eram dantes.


Há que aproveitar a felicidade
Deste reencontro…
E tentar reviver as emoções, os sentimentos
E o encantamento dos nossos jovens anos
Ingénuos e crédulos no que a vida nos iria dar!


Não importa que algumas esperanças se tenham perdido
E muitos dos sonhos não se tenham realizado…
O que importa é estarmos, de novo, juntos
E continuarmos a ser capazes
De acreditar …
De acreditar na Amizade!


Amanhã será um outro dia
Cada um de nós irá continuar a percorrer
O seu próprio caminho

Mas a caminhada vai ser mais leve
Mais alegre e mais sentida


Porque o dia de hoje fez renascer, em nós

Aquele espírito jovem
Que nos ajuda a acreditar na vida…


Percorreremos todos os caminhos
Com mais entusiasmo e mais vontade
Na esperança de nos continuarmos a encontrar!

Que os nossos caminhos sejam percorridos
Com muita felicidade
E viva a AMIZADE


Maria Celeste Mascarenhas Santos

(Encontro dos antigos alunos do Liceu de Faro-1957-2007)
6 /10 /2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

LIVROS E LIVRARIAS

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O PREÇO DOS LIVROS

Uma pausa no conteúdo do blog, para falar de livros e edições.

Os livros, tal como as coisas se apresentam, não podem prescindir das livraras. No entanto, os custos são incomportáveis, se considerarmos pequenas edições, de autores desconhecidos ou pouco conhecidos. Essas edições são pequenas, e os custos aumentam, por unidade, à medida que desce o números de exemplares dados à estampa.

Para chegar à livraria, há dois caminhos: uma distribuidora, ou o próprio autor a colocar os seus livros. As distribuidoras (muitas vezes duvidosas) cobram entre 30 e 40% sobre o valor do livro, enquanto que as livraria cobram mais uns 25, 30, ou mais por cento, sobre o preço de capa. O pobre do autor não terá possibilidade de colocar ele mesmo, os seus livros, a não ser em livrarias do local onde viva, e pouco mais.

Acresce dizer que muitos livreiros não aceitam pura e simplesmente livros “à consignação”, destes autores.

Começa a vislumbrar-se a possibilidade da colocação de livros à disposição do leitor, na INTERNET. É o que estou a fazer (pela primeira vez) com o livro “Merdock”, e até me posso “dar ao luxo” de oferecer um outro livro (“Como um Relógio de Areia” – poesia), a quem pretender este. Dois livros por 5 euros é menos do que eu teria de pagar a livreiro e distribuidora, não sendo certo que, no fim, recebesse deles, fosse o que fosse pelos livros vendidos. Aconteceu-me mais que uma vez.

Também tenho recebido vários pedidos de confrades brasileiros. Mas os portes, para o Brasil, são quase tanto como o valor do livro. E depois, para efectuar o pagamento, será necessário transferência bancária que custa outro tanto, mais o tempo perdido lá e cá, para enviar o dinheiro e o receber. E este é apenas um aspecto da política de intercâmbio cultural, entre os países lusófonos, tão propalada como necessária, pelos nossos dirigentes.

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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia