O LADRAR DO MERDOCK

Clicar na imagem de Algarve Ontem
(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



terça-feira, 17 de junho de 2008

TEATRO : LETHES

Faro foi sempre uma cidade de teatro.
Esta imagem do Theatro Lethes é muita antiga,
mas o teatro ainda lá está, agora remodelado,
numa zona nobre da cidade.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

TEATRO
Esta fotografia foi tirada no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Mas a apresentação da peça tinha sido no próprio Liceu, no final do ano lectivo. Quem reconhece os actores, alunos do Liceu, do tempo do Merdock?

domingo, 25 de maio de 2008

ALMOÇO DE OUTUBRO

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ATENÇÃO PESSOAL!
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As inscrições para o almoço
devem ser feitas antes do fim do mês.

Todos os contactos podem ser encontrados,
mais abaixo, neste blog.


terça-feira, 20 de maio de 2008

TEATRO EM 1954


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Clique para melhor ler







No ano de 1954, os alunos finalistas do Liceu representaram a célebre peça de Almeida Garrett.

O Merdock, como não poderia deixar de ser, esteve presente.


quinta-feira, 8 de maio de 2008


SALINAS


- LINA!...Lina!... És tu… Reconheci-te, manténs os traços de antigamente… Sou o Bartolomeu, filho do António da aldeia das Pedreiras… de Messines… Lembras-te? Vim com os meus pais viver para Faro, para a rua Cruz das Mestras, uma casa do teu avô…

- Eh!!!... Há quantos anos!!... És o desaparecido. Abandonaste a tua família, nunca mais deste notícias…

- Tinha 18 anos, não me deixavam viver. Como está o Dinarte, o teu irmão, os teus pais? Senta-te, tenho a mesa na esplanada do Aliança.

Marquei uma hora ao táxi, para me levar ao aeroporto. Vivo em New York, vim a Portugal despedir-me da vida. A minha mulher ficou em Lisboa, quis vir sozinho reviver Faro, vim de manhã e vou agora.

- Queria que fosses a minha casa. Estás doente?

- Nada de importância… Tenho andado por aí, não consegui passar pela casa onde vivi, mas andei pela R. de Santo António, Liceu, Alameda, …Salinas do Neves Pires. Grande decepção, está tudo abandonado, era enorme, ia até ao Bom João, trabalhavam lá imensas pessoas… Vim a Faro, propositadamente, para rever as salinas, aquele local ajudou a dar uma volta de 360 graus à minha vida… Sofri tanto ali, que tudo abandonei, sem olhar para trás.

- Realmente, a tua mãe exagerou.

Tens filhos, casaste, o que fazes?

- Estou muito bem, tão rico como um rei, tenho filhos e netos.

Olha, o táxi já está à minha espera, tenho de ir. Dá um abração a todos. Gostei de te ver…

- Eu adorei. Felicidades.

Como a vida é!!... Prega-nos cada partida…

Este primo, 2º ou 3º grau de parentesco, veio para Faro fazer exame de admissão ao Liceu, há quase 60 anos. Ele não queria estudar, era apaixonado pela mecânica. Montava e desmontava tudo o que apanhava, levando os pais ao desespero. A mãe, doméstica, impôs a vinda para Faro, para o seu filho único estudar, porque na aldeia não tinha hipóteses. Ambicionava, doentiamente, a promoção social, mesmo que fosse através do filho, que haveria de ser doutor.

Arrendaram as terras, vieram para a capital, o pai arranjou um carro de besta e começou a fazer fretes de transporte de mercadorias e mudanças de casa.

O Bartolomeu levou 5 anos para fazer o exame do 2º ano, com aprovação. Quando ingressou no 3º ano, a mãe sentenciou, que se reprovasse, iria trabalhar no duro, para aprender o quanto custa a vida e desejar voltar aos estudos. No final do 2º período, estava reprovado por faltas. Em Abril, com 17 anos, Bartolomeu vai trabalhar para as salinas do Neves Pires, com a recomendação da mãe, para o exporem às tarefas mais pesadas. Vestido com umas velhas calças arregaçadas, uma camisola de alças, uns sapatos de lona, um chapéu de palha e com uns grandes óculos escuros, ninguém o reconheceria… Por vergonha, deixou de passar pela R. de Santo António e ir a lugares de convívio, encontrar-se com colegas. Levava numa cestinha o almoço, ia logo pela manhã e regressava à noite, estoirado, ganhando à jorna, e tendo de dar à mãe metade, para pagamento das refeições.

Salinas, local de inferno, onde existiam reservatórios rectangulares, talhos, com água salgada do mar, que se evaporava, retendo o sal, que nela estava dissolvido. O trabalho era sazonal, todas as técnicas eram artesanais, com o aproveitamento da energia solar, com a acção do vento e o labor do salineiro. Na década 40, dependia-se do sal, principalmente para a conservação de alimentos (não tínhamos frigoríficos), mas não se valorizava o trabalhador. As diferentes tarefas, nas salinas, desenrolavam-se num clima diabólico, em pleno Verão, nas horas de calor intenso, quando o sol reflectia na brancura dos cristais de sal. A pele tisnava, deixando as marcas dos óculos de sol, indispensáveis à protecção dos olhos. Toda a colheita era manual, feita com o rodo de madeira, arrastavam o sal e deixavam-no nas margens dos talhos, escorrendo ao sol, para perder o excesso de humidade. Para facilitar a safra, trabalhavam descalços, os pés nus, enfiados naquela água moira, ou calcando o sal e carregando-o, às costas, em canastras cheias, a serem encaminhadas para o local de concentração – as serras de sal. Aconteciam ferimentos, com bastante frequência, que eram de difícil cura e muita dor.

O Bartolomeu transformou-me no seu porto de abrigo, era comigo que derramava toda a sua mágoa. Escutava-o, chorava com ele e mais tarde, quando ele fugiu, arrependi-me de não lhe ter proporcionado auxílio concreto. Os pais eram soberanos, o que impunham era para ser cumprido, não havia o hábito da contestação. Ainda falei com a minha mãe, ainda alvitrei uma sensibilização ao primo António, mas não resultou.

- Bartolomeu, desiste – disse-lhe um dia.

- Não.

Aguentou… até que desapareceu, nunca mais se soube dele.

Os pais regressaram à aldeia e morreram de tristeza!!...

Lina Vedes - 25 Março 2008

domingo, 27 de abril de 2008

ALMOÇO CONVÍVIO DE ANTIGOS ALUNOS DO LICEU DE FARO

.COMISSÃO ORGANIZADORA

ANABELA BUISEL CONCEIÇÃO SILVA

CARLOS PICOITO FELISBELA SANTOS

CARLOS VIEGAS FILIPE DINARTE COELHO

HELDER AMARO JOÃO FAZENDA

JOÃO SADLER JOSÉ ZEVERINO

LUIS FARROBO

COMISSÃO ORGANIZADORA ALARGADA

DINARTE VEDES LINA VEDES

MARGARIDA A. FIGUEIRAS MANUEL FIGUEIRAS

FÁTIMA RAMOS

COMISSÃO DE HONRA

FRANCISCA PRUDÊNCIO ANTÓNIO FELIX

JOSÉ NASCIMENTO

CONTACTOS:


Conceição Silva Felisbela Santos
Travª do Giestal, 10 - 3 dtº R.Ilha de S. Tomé, 8 r/c Dtº
1300-278 Lisboa 1170-185 Lisboa

conceicaoslsilva@gmail.com felisbelasantos@gmail.com
213620859 – 936258568 309965032 – 967357788

Dinarte Coelho Luís Farrobo
Rua Quinta da Nora, 2 -7º C Rua Emília das Neves, 3 – 2ºEsq
2795- Carnaxide 1500-259 Lisboa

dinarteccoelho@hotmail.com lfarrobo@gmail.com
214172777 – 966024124 217609077 - 969016821

PEDE-ME A ORGANIZAÇÃO PARA COMUNICAR QUE AS INSCRIÇÕES DEVEM SER FEITAS O MAIS BREVE POSSÍVEL, PARA O ALMOÇO CONVÍVIO DE OUTUBRO.

terça-feira, 22 de abril de 2008

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25 de ABRIL

uma bandeira na mão
outra no peito

atrás da razão
o direito.

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em Poemetos II (em preparação)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

EQUIPA DE FUTEBOL

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Uma equipa de futebol
de professores do Liceu, nos anos 50.

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Quem os reconhece?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A MULHER DAS BANANAS

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A minha rua sempre foi um palco por onde desfilavam todos os eventos – procissões, bandas, estudantinas, as mascarinhas pelo Carnaval, paradas militares a caminho do treino na carreira de tiro, enterros e casamentos a pé…

Também por ela deambulavam as figuras problemáticas da época – o Cuco, o Zézinho dos cães, o menino Xico, o Toquim…e a mulher das bananas.

Morei sempre na mesma rua no número 27, que mudou de nome várias vezes. Era conhecida, no antigamente, pela rua do Peixe Frito, por ter imensas tabernas e o ar difundir cheiro a fritos. A rua afunilava na direcção da doca, não permitindo o escoamento odorífero. Mais tarde, alargaram-na, quando construíram o Hotel Faro e a característica que lhe dava o nome desapareceu com o decorrer dos anos. Mudou para rua Baleizão, a seguir rua A e por fim rua Dtº Oliveira Salazar. Após o 25 de Abril, passou a rua 1º de Maio.

A mulher das bananas fazia lembrar uma personagem de filme de terror…

Era de estatura baixa, para o forte. Pernas curtas, arcadas e cabeludas, pés grandes calçando chinelos sempre descambados, arrastando-os pela calçada num chap…chap ruidoso e inestético. Andava de perna aberta o tronco todo inclinado com o peso da enorme cesta de verga oval e com asa larga.

Um braço enfiado na asa da cesta o outro à cintura procurando o equilíbrio. Bamboleava-se ao andar, com os peitos volumosos, moles, pendurados num tic-tac descompassado. De vez em quando parava para descansar. Então, punha a cesta no chão e ficava de pé, com as pernas abertas, olhando para todos os lados, espreitando os passantes na esperança da venda.

O produto dela era pouco vendável, por isso pouco rentável. As bananas eram pequeníssimas, de casca preta, moles, com aspecto que conduzia ao fracasso de venda.

A procurar hipótese de negócio, juntava às bananas amendoins a que chamava ervilhanas ou alcagoitas. Para a venda delas tinha uma medida e o preço correspondia à quantidade solicitada pelo comprador.

Passava todos os dias, de manhã e à tarde, na minha rua ou a meio dela ou no passeio da frente. Era aí que ela parava. Punha a cesta no chão, abria as pernas, punha a mão em concha perto da boca, para elevar a voz, e berrava o mais que podia com sons estridentes, mais parecendo uma sirene.

Éééééésóoooo… cinco tostões… “cadbanana”…

Ervilhana “terrada”…

Repetia o pregão, eriçando ainda mais, o farto bigode que lhe ornamentava o beiço. Descansava e lá seguia caminho.

No seu andar baloiçante, todo o corpo tremia, tapado com uma bata larga, suja e rota. Arfava de cansaço, bufava de raiva e… ai de quem se metesse com ela.

A garotada adorava provocá-la. Bastava gritar-lhe:

- Oi, ti Maria, tem bananas?

Então, a ti Maria, pousava a cesta e daquela boca disforme e desdentada, saiam todos os nomes, de enfiada, numa ladainha de revolta. Sacava de um pau que escondia entre os produtos de venda e corria de um lado para o outro praguejando, enquanto os moçoilos fugiam rindo do espectáculo.

Quando, cansada, parava para respirar, espetava a cabeça coberta de cabelos imundos, lisos e compridos, sem cor definida, de olhos vesgos fixos no além.

Os sons guturais iam abrandando e por fim, lá pegava na cesta e seguia, resmungando, para outras bandas. Mas, ela fixava quem a provocava e, às vezes, vingava-se acertando uma paulada num provocador descuidado.

Não sei qual o fim da Maria das bananas.

Um dia … nunca mais voltou.

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LINA VEDES

(escrito em Junho de 2007, relatando acontecimentos de1945 a 1956)

domingo, 23 de março de 2008

MÉTODOS PEDAGÓGICOS 3

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Uma Professora de Liceu (anos 50)


Como veio esta professora solteirona e já velha, parar ao Liceu Nacional de Faro?!
Apareceu, ficou efectiva e atribuíram-lhe o 2º ciclo das turmas femininas, com duas disciplinas – Francês e Português.
A entrada na sala de aula, no dia de estreia, avivou logo o nosso espírito crítico, mais instintivo que científico.
Após o 2º toque, enfiou pela sala, toda desengonçada, de perna aberta, parecendo mancar, apressada em direcção à secretária. Ao subir o estrado, quase tropeçou, e todo o tronco volumoso, estremeceu.
O peito e barriga formavam um bloco, sem cintura, mais parecendo uma montanha dividida pelo cós da saia.
A roupa usada revelava, pouca preocupação com o visual, cores discordantes, corte feito em casa, mais parecendo um “espantalho” vestido. Trazia uma malinha de mão com asa curta, e conforme andava a mala baloiçava para cá e para lá, ao ritmo da dona.
Não se sentou, jogou-se para a cadeira, arfando pelo esforço realizado.
Após um espaço, relativamente curto, que nos proporcionou uma observação mais atenta, diz:
- Sumário: Apresentação.
Saca da mala, abre-a, coloca-a em cima da secretária, pega no livro de ponto, tira dois pares de óculos, põe uns e começa a escrever… Acabada a tarefa, tira os óculos, coloca outros, levanta-se, apresenta-se e esclarece-nos sobre o programa de Francês.
Para ser simpática, convida-nos a dizer nomes portugueses, que ela diria, em francês. Surgiram imensos, como lápis, cabeça, caderno… até que, a Celma, a mais pequenita da sala, que vinha diariamente de Olhão, se levanta e diz:
- A propósito, como se diz pescoço em francês?
Foi como um raio a cair na sala de aula.
A professora dá um salto, toda trémula, agarra-se à Celma, aperta-a, sacode-a e grita desesperada, lançando chuveiro de cuspo para todos os lados:
- Vejam lá a maldade que está contida neste corpinho. Grande malandra, não tens vergonha?
Fez-se silêncio, toda a sala parada, a observar…
A aluna visada, branca como a cal…
Finalmente, a professora larga-a, vai para a secretária e senta-se com os braços caídos, ao longo do corpo.
Ficámos na expectativa e observantes!!!!!!!!!!
A cara, nada tinha de harmonioso, a boca enorme, de lábios finos, ao abri-la, mostrava toda a dentadura rala e saída para a frente. O queixo pegava com o pescoço, formando um papo que caía sobre peito, agora vermelho de excitação, revelando grandes veias azuis. Os olhos claros, que até deveriam ter sido bonitos, acumulavam, à volta, rugas da idade. A barba e o bigode, com aspecto descuidado por falta de esmero na depilação, mostravam pêlos soltos, uns grandes e outros pequenos, espetados. O cabelo, com pintura e permanente de caracóis pequeninos, feitos há algum tempo, apresentava-se encrespado e russo.
Tirámos, de imediato, o perfil de professora que nos tinha caído em sorte.
Daí em diante, não lhe demos mais tréguas. Aos poucos, fomos ganhando espaço, dominando a situação, abusando da sua fragilidade, numa caricatura, construída sobre o exagero das exigências comportamentais, das outras aulas.
Pobre dela, que sofreu situações incríveis, nas mãos de adolescentes insensíveis aos sentimentos, que viviam unicamente, à procura de diversão e protagonismo.
O ritmo de trabalho da professora, durante o tempo lectivo, era sempre o mesmo. Chegar, escrever no livro de ponto o sumário, verificar as faltas, dar matéria e fazer chamadas.
Escrevia no quadro a matéria dada, para nós copiarmos no caderno diário e a seguir iniciava, com o interrogatório, a duas ou três alunas, colocando-as, à sua volta, junto da secretária.
Este esquema facilitava as nossas brincadeiras. Enquanto a professora escrevia no quadro, valia tudo, desde jogar à batalha naval, às 5 pedrinhas (feitas com saquinhos cheios de arroz), a ir junto da secretária molhar a caneta (não existiam esferográficas), num desfile contínuo com roupas trocadas, sapatos ao contrário, passos de dança…
No tempo atribuído às chamadas, as “sacrificadas”, junto da professora, isolavam-na, por completo, do resto da turma.
Quando, o barulho ultrapassava, todos os limites, ela afastava as alunas, dava uma espreitadela, fazia-se um pouco de silêncio, e tudo regressava ao mesmo.
Pouco se aprendia nestas aulas e os interrogatórios levavam, aos chamados “esticanços”.
As alunas postas à prova, tanto a francês como português, levavam o livro, liam um pouco do texto, sujeitavam-se a perguntas de interpretação e a questões gramaticais.
Havia sempre, duas ou três colegas, que dominavam as matérias e se posicionavam, nas carteiras da frente, “bufando” as respostas. Como a professora era surda, não se apercebia, ou não se preocupava, porque a avaliação não era baseada nos conhecimentos, mas sim no comportamento.
Aluna considerada por ela, irrequieta, faladora ou abusadora, não tinha salvação. A classificação variava do Muito bom, Bom, Suficiente, Sofrível, Medíocre ao Mau e assim se recebiam as notas, consoante o grau de simpatia.
Todas as semanas tínhamos exercícios escritos e todos eles vinham com classificação idêntica.
Cheguei a entregar um exercício meu, com o nome da melhor aluna, no cabeçalho, e ser classificado com Bom. Ao verificar o engano, no acto da entrega, riscar e escrever, o fatídico Mau.
Uma outra vez, uma amiga de Bom, passou-me as perguntas, que copiei na íntegra. Como resultado final, surgiu Mau no meu e Bom no dela.
O barulho e desorganização, ultrapassavam os limites. Num dia de desorientação, levanta-se, coloca-se no meio do estrado, de pernas abertas, braços no ar e grita completamente perdida:
- Estou farta de fazer chô… chô…chô… e vocês não se calam!!!!!!!!!!!!!
Foi uma risada colectiva, sem fim. Nunca mais caiu em repetir, tal desabafo!

Lina Vedes – 18 de Fevereiro de 2008

Nota: - CARICATURA do PASSADO – professor de “poder absoluto”

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Para um futuro de qualidade, há 4 componentes essenciais.

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PAIS
– responsáveis, que transmitam aos filhos princípios de valores humanos, vontade de lutar e vencer na vida e que respeitem e dignifiquem os educadores (socialização e humanização)
PROFESSORES – empenhados, dignificados, justos, respeitados, trabalhando com alegria
ALUNOS – acima de tudo interessados e conscientes do papel da ESCOLA na sua formação integral
EDIFÍCIO escolar – com condições, organizado e atractivo


Para que a escola seja o nosso Futuro, tem de haver uma plataforma de entendimento baseada na cedência construtiva, desligada de interesses pessoais ou partidários (com o Ministério).

Lina Vedes – 14 de Março de 2008

Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia