O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



domingo, 9 de maio de 2010



Na década que seguiu o pós-guerra, Portugal acrescentou um enorme atraso em relação a países para onde, em breve, iria começar uma forte emigração de mão d’obra não qualificada e indiferenciada. 
O país encontrava-se num calamitoso estado de míngua, em todas as suas vertentes: económica, social e cultural.
O grau de escolaridade dos portugueses era muito baixo. O analfabetismo reinava por todo o lado,
especialmente entre os rurais, os pescadores e os mais pobres das cidades e vilas.
O Algarve não fugia a esta regra. Havia apenas um liceu, em toda província, a ministrar o antigo 7º ano!
Esse último grau de ensino secundário era o único que dava acesso às poucas faculdades que o país tinha:
Lisboa, Porto e Coimbra.
Nos anos do Merdock, não seriam mais de cem, os alunos desse último ano do ensino secundário.
Mesmo contando os poucos colégios que havia na Província e os moços ou moças que, por uma qualquer razão pontual, faziam o ensino liceal noutras cidades do país, o número de licenciados
com que o Algarve contribuía para o total nacional, era reduzido. Mas, mesmo assim,
fácil é perceber a grande importância do Liceu de Faro, pelo menos a nível da Região.
Muitos desses ex-alunos, em breve iriam exercer cargos de revelo, professores, advogados, médicos, engenheiros, militares, potenciais políticos.
Os acontecimentos que rodearam o Merdock, tiveram origem nesse estabelecimento de ensino e, por certo, de uma maneira ou de outra, terão despertado algumas consciências.
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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia