O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



quarta-feira, 11 de abril de 2007

PEDAGOGIA – 2

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ERA ASSIM NA ÉPOCA DO MERDOCK

Decorria, no Liceu de Faro, o ano lectivo 1957/58.
Assistíamos a uma aula de Ciências Naturais, concretamente, Botânica.
Devo esclarecer que, naquela época, a disciplina de Ciências Naturais era composta por Mineralogia, Zoologia e Botânica.
Por ordem da "stôra", cada aluna era portadora de um exemplar de uma planta, flor ou afim, para ser estudada na prática, tendo por base o que já havia sido dado em teoria.
De entre algumas das amostras do reino vegetal que foram apresentadas, uma despertou a minha atenção pelo que, com natural espontaneidade, disse à colega mais próxima: "Olha esta, que gira..."
Nesse momento fui interpelada pela "sotora", de forma abrupta:
“Menina, GIRA é linguagem de garoto da rua” e, mantendo um ar quase escandalizado, acrescentou em tom austero e repressivo:
"Na próxima aula vai trazer a seguinte frase, escrita 50 vezes"
- Não se diz gira, porque é linguagem de garoto da rua.
Acrescentou ainda "qui scribit, bis legit", que logo traduziu como "quem escreve, lê duas vezes" (primeiro no pensamento, depois no papel).
Não gostei da "forma" mas, nunca mais me esqueci do "conteúdo" desta frase (que ensinei aos meus filhos e vou repetir à minha neta)

Zézinha Passiva (de Loulé)
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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia