O LADRAR DO MERDOCK
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
lançamento de livro
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O BLOG FICA ENCERRADO,
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POR UNS TEMPOS,
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PARA REMODELAÇÃO.
...........................vieiracalado-poesia
...........................astronomia-algarve
..................O arquivo pode ser consultado
terça-feira, 17 de junho de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
ALMOÇO DE OUTUBRO
ATENÇÃO PESSOAL!
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As inscrições para o almoço
devem ser feitas antes do fim do mês.
Todos os contactos podem ser encontrados,
mais abaixo, neste blog.
terça-feira, 20 de maio de 2008
TEATRO EM 1954


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Clique para melhor ler
No ano de 1954, os alunos finalistas do Liceu representaram a célebre peça de Almeida Garrett.
O Merdock, como não poderia deixar de ser, esteve presente.
quinta-feira, 8 de maio de 2008

- LINA!...Lina!... És tu… Reconheci-te, manténs os traços de antigamente… Sou o Bartolomeu, filho do António da aldeia das Pedreiras… de Messines… Lembras-te? Vim com os meus pais viver para Faro, para a rua Cruz das Mestras, uma casa do teu avô…
- Eh!!!... Há quantos anos!!... És o desaparecido. Abandonaste a tua família, nunca mais deste notícias…
- Tinha 18 anos, não me deixavam viver. Como está o Dinarte, o teu irmão, os teus pais? Senta-te, tenho a mesa na esplanada do Aliança.
- Realmente, a tua mãe exagerou.
Tens filhos, casaste, o que fazes?
- Estou muito bem, tão rico como um rei, tenho filhos e netos.
Olha, o táxi já está à minha espera, tenho de ir. Dá um abração a todos. Gostei de te ver…
- Eu adorei. Felicidades.
Como a vida é!!... Prega-nos cada partida…
Este primo, 2º ou 3º grau de parentesco, veio para Faro fazer exame de admissão ao Liceu, há quase 60 anos. Ele não queria estudar, era apaixonado pela mecânica. Montava e desmontava tudo o que apanhava, levando os pais ao desespero. A mãe, doméstica, impôs a vinda para Faro, para o seu filho único estudar, porque na aldeia não tinha hipóteses. Ambicionava, doentiamente, a promoção social, mesmo que fosse através do filho, que haveria de ser doutor.
Arrendaram as terras, vieram para a capital, o pai arranjou um carro de besta e começou a fazer fretes de transporte de mercadorias e mudanças de casa.
O Bartolomeu levou 5 anos para fazer o exame do 2º ano, com aprovação. Quando ingressou no 3º ano, a mãe sentenciou, que se reprovasse, iria trabalhar no duro, para aprender o quanto custa a vida e desejar voltar aos estudos. No final do 2º período, estava reprovado por faltas. Em Abril, com 17 anos, Bartolomeu vai trabalhar para as salinas do Neves Pires, com a recomendação da mãe, para o exporem às tarefas mais pesadas. Vestido com umas velhas calças arregaçadas, uma camisola de alças, uns sapatos de lona, um chapéu de palha e com uns grandes óculos escuros, ninguém o reconheceria… Por vergonha, deixou de passar pela R. de Santo António e ir a lugares de convívio, encontrar-se com colegas. Levava numa cestinha o almoço, ia logo pela manhã e regressava à noite, estoirado, ganhando à jorna, e tendo de dar à mãe metade, para pagamento das refeições.
Salinas, local de inferno, onde existiam reservatórios rectangulares, talhos, com água salgada do mar, que se evaporava, retendo o sal, que nela estava dissolvido. O trabalho era sazonal, todas as técnicas eram artesanais, com o aproveitamento da energia solar, com a acção do vento e o labor do salineiro. Na década 40, dependia-se do sal, principalmente para a conservação de alimentos (não tínhamos frigoríficos), mas não se valorizava o trabalhador. As diferentes tarefas, nas salinas, desenrolavam-se num clima diabólico,
O Bartolomeu transformou-me no seu porto de abrigo, era comigo que derramava toda a sua mágoa. Escutava-o, chorava com ele e mais tarde, quando ele fugiu, arrependi-me de não lhe ter proporcionado auxílio concreto. Os pais eram soberanos, o que impunham era para ser cumprido, não havia o hábito da contestação. Ainda falei com a minha mãe, ainda alvitrei uma sensibilização ao primo António, mas não resultou.
- Bartolomeu, desiste – disse-lhe um dia.
- Não.
Aguentou… até que desapareceu, nunca mais se soube dele.
Os pais regressaram à aldeia e morreram de tristeza!!...
Lina Vedes - 25 Março 2008
domingo, 27 de abril de 2008
ALMOÇO CONVÍVIO DE ANTIGOS ALUNOS DO LICEU DE FARO
ANABELA BUISEL CONCEIÇÃO SILVA
CARLOS PICOITO FELISBELA SANTOS
CARLOS VIEGAS FILIPE DINARTE COELHO
HELDER AMARO JOÃO FAZENDA
JOÃO SADLER JOSÉ ZEVERINO
LUIS FARROBO
COMISSÃO ORGANIZADORA ALARGADA
DINARTE VEDES LINA VEDES
MARGARIDA A. FIGUEIRAS MANUEL FIGUEIRAS
FÁTIMA RAMOS
COMISSÃO DE HONRA
FRANCISCA PRUDÊNCIO ANTÓNIO FELIX
JOSÉ NASCIMENTO
CONTACTOS:
Conceição Silva Felisbela Santos
Travª do Giestal, 10 - 3 dtº R.Ilha de S. Tomé, 8 r/c Dtº
1300-278 Lisboa 1170-185 Lisboa
conceicaoslsilva@gmail.com felisbelasantos@gmail.com
213620859 – 936258568 309965032 – 967357788
Rua Quinta da Nora, 2 -7º C Rua Emília das Neves, 3 – 2ºEsq
2795- Carnaxide 1500-259 Lisboa
dinarteccoelho@hotmail.com lfarrobo@gmail.com
214172777 – 966024124 217609077 - 969016821
terça-feira, 22 de abril de 2008
-uma bandeira na mão
outra no peito
atrás da razão
o direito.
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em Poemetos II (em preparação)



