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Nos tempos do Merdock (1953/54/55), a nota de vinte paus era a de maior circulação.
Uma refeição custava sete e quinhentos, ou nem isso.
Um bolo de arroz ou um pastel de nata, oito ou dez tostões.
Com vinte e nove tostões = dois mil e novecentos (réis) = dois escudos e noventa centavos, comprava-se um maço de cigarros (Três Vintes, Sporting, Português Suave, ou Paris, por exemplo).
Um bilhete de cinema ou circo, andaria pelos três ou quatro escudos.
Um copo de vinho, 5 tostões; uma caixa de fósforos, um cruzado (quatro tostões).
Dez tostões (um escudo) era o preço a pagar por um jornal diário (República, Diário de Notícias, Século, Diário de Lisboa, 1º de Janeiro…), ou por um selo de circulação nacional, e dez ou doze tostões, por um café. Entre os três e os oito tostões, um cálice de bagaço ou de medronho (conforme era bebido em tasca ou Café.).
Vinte paus dava para isto tudo e ainda sobrava dinheiro…
* As licenças e a chapa de identidade a que o Merdock se viu obrigado (para ter direito a cidadania plena), custaram uns 6 paus. Este dinheiro foi pago com a subscrição feita entre alunos e professores, para libertá-lo da prisa. Ainda sobrou muito. Escusado será dizer que foi gasto pelos promotores da libertação (e alguns oportunistas que se colaram, mas nada tinham feito), em bagaços e medronhos!…