O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FIGURÕES

Quem são estes figurões, de capa e batina, dos anos 53/54/55, no Liceu de Faro?




Eu reconheço o caro amigo António Viana, o 1º da esquerda 
(carinhosamente apelidado de Sabu)
.
DESEJO UM BOM ANO DE 2013
cheio de alegria e prosperidade, 
aos meus fieis leitores.

sábado, 25 de setembro de 2010

O Veterinário

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A saga do Merdock foi um repositório de cenas variadas, muitas delas inesquecíveis.
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Como é sabido, e hoje mais do que naqueles tempos, até um cão é obrigado a cumprir certas obrigações para com a lei (e ombrear com as custas ... ).
.
Para libertar o Merdock era necessário pagar uma multa, obter uma licença para usar coleira, ter a respectiva chapa de identificação (uma espécie de cartão de identidade) e ser vacinado.
Relato apenas esta última circunstância (sem grandes preocupações de estilo).
.
Foi em frente do antigo Matadouro, hoje Biblioteca Municipal, que o veterinário ministrou as vacinas ao cachorro.
.
Num ápice, o homem viu-se rodeado por mais duma centena de liceais mais ou menos esgrouviados, mas ébrios de plenitude, ante a aproximação do momento tão desejado, muitos deles vestindo capa e batina.
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Fizeram espaço para uma roda e acotovelavam-se para assistir ao acto que permitiria o acesso à plena cidadania e liberdade do nosso herói. No fim desse acto quase litúrgico, um dos responsáveis pela manifestação, perguntou quanto era.
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Aí, o veterinário, a voz embargada ao olhar aquela pequena multidão frenética de briosos estudantes, disse que não era nada.
,
Que também já fora jovem... usara capa e batina... estudara em Coimbra...
,
De imediato soou um arrebatado éférrriá a vitoriar o veterinário e a sua afectuosa e desinteressada colaboração.
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E então não é que o homem chorou, lavado em lágrimas... como uma madalena!...
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         E como haveria eu de ignorar 
         a frágil representação da inocência,
         o puro êxtase dos ritmos da paixão?

domingo, 7 de março de 2010

Os Ritmos da Paixão

A saga do Merdock foi um repositório de cenas variadas, muitas delas inesquecíveis.

Como é sabido, e hoje mais do que naqueles tempos, até um cão é obrigado a cumprir certas obrigações para com a lei (e ombrear com as custas ... ).

Para libertar o Merdock era necessário pagar uma multa, obter uma licença para usar coleira, ter a respectiva chapa de identificação (uma espécie de cartão de identidade) e ser vacinado.
Relato apenas esta última circunstância (sem grandes preocupações de estilo).

Foi em frente do antigo Matadouro, hoje Biblioteca Municipal, que o veterinário ministrou
as vacinas ao cachorro.

Num ápice, o homem viu-se rodeado por mais duma centena de liceais mais ou menos esgrouviados, mas ébrios de plenitude, ante a aproximação do momento tão desejado,
muitos deles vestindo capa e batina.

Fizeram espaço para uma roda e acotovelavam-se para assistir ao acto que permitiria o acesso
à plena cidadania e liberdade do nosso herói. No fim desse acto quase litúrgico, um dos responsáveis pela manifestação, perguntou quanto era.

Aí, o veterinário, a voz embargada ao olhar aquela pequena multidão frenética de briosos estudantes, disse que não era nada.

Que também já fora jovem... usara capa e batina... estudara em Coimbra...

De imediato soou um arrebatado éférrriá a vitoriar o veterinário e a sua afectuosa e desinteressada colaboração.



E então não é que o homem chorou, lavado em lágrimas... como uma madalena!...

E como haveria eu de ignorar a frágil representação da inocência,
o puro êxtase dos ritmos da paixão?
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia