O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



terça-feira, 15 de maio de 2007

O CESTO, OU A INTELIGÊNCIA ANIMAL



Hoje apetece-me homenagear um cachorro que eu tive, quando
era garoto.
Sosseguem!…
Isto é uma história avulsa. O Fiel certamente não tinha qualquer parentesco com o Merdock, embora também fosse perdigueiro atravessado!
O Fiel era um cão sisudo, muito inteligente e prestável, que fazia jus à sua condição de “o melhor amigo do homem”.

Tinha um ar quase senhorial, talvez por se achar superior a outros, esgrouviados, tontos, embora simpáticos, que também tive.
Exercia as suas funções com primor e elegância, sem espavento.
Vi-lhe fazer muita coisa gira, mas hei-de relembrar sempre o dia em que dei com ele a bater à porta de nossa casa, levantando com a pata o batente em ferro.
Acontece que trazia um cesto na boca e o poisara no poial.

O cesto servia para trazer as mercas, que a empregada lhe confiara,
à saída do mercado!
E embora, depois, a rapariguita tivesse dito que não era a primeira vez que tal sucedia, nunca hei-de esquecer aquela cena que eu vi.
Com estes que a terra há-de comer!

Não é caso único, antes pelo contrário. Tenho conhecimento de outros cachorros que fazem proezas idênticas.

Mas… me desculpem… Diziam lá em casa… que tínhamos nascido ambos no mesmo dia!
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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia