(clicar na imagem) ALGARVE ONTEM

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videopoema sobre o Algarve de Ontem e notas etnográficas sobre as actividades da época

O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



sábado, 17 de março de 2007

CRÓNICA

Grupo Museológico Pró-Merdock, em Faro

Na qualidade de museólogo diplomado, residente no Algarve, vou iniciar contactos com o Provedor do Museu de Faro no sentido de vir a ser criado um pequeno "Núcleo Merdockológico", dado que já passaram 53 anos sobre o acontecimento Merdock e a memória dos actos pode ser desvanecida pelo tempo.
Para ilustrar, com factos históricos, passo a citar:
No tempo do obscurantismo, já os Romanos após vencer o inimigo, para apagar a "memória" da sua opressão e para impedir o renascimento da civilização aniquilada, derramavam SAL, simbólica e efectivamente, sobre as ruínas das habitações e templos dos povos que tinham o AZAR de ter sido subjugados, pelo poder absoluto de Roma.
Aconteceu em Cartago, no fim da 2ª (201 a.C.) e da 3ª (146 a.C.) Guerras Púnicas, tentando assim, os Romanos, branquear a sua relação dominadora sobre os Cartagineses.
Na actualidade, em Portugal, ocorreu um facto aparentemente insólito que, pela sua relevância, mereceu destaque nos jornais e foi objecto de ampla divulgação mediática.
Para quem esteve menos atento ou considera estes temas de somenos importância, passo a tentar descrever, da forma que me é possível, utilizando alguns regionalismos em discurso directo.
Numa santa terrinha, lá para os lados de Viseu, algo parecido com Sª.Tomba Cão (soa a nome fictício), um conjunto de agitadores, vindos sabe-se lá de onde e pagos sabe-se por quem, tentou impedir um movimento museológico.
Ouvi o clamor de uma santa senhora, de provecta idade com a sabedoria propiciada pelo tempo, e vou tentar reproduzir com aquele tom, de simplicidade e provincianismo, que caracteriza o nosso bom povo:
- Olhe que o xenhor doutor até estudou no xeminário e em Coimbra. Era um xanto homem!
- Prejunxão e água benta, cada um toma a que quer (e, talvez a propósito dos Cartagineses): - Cada povo tem o Xal e o Azar que merece.
- Largai o xenhor, não vá ele rexuxitar e haveis de ver o que vos acontece, malandros!... Porque não ides para as voxas terras?!... Malandros, trabalhai... ide…ide trabalhar! xeusch… z… z
E, mais não dixxe...
Imaginem o que poderá vir a acontecer, em Faro... aos adeptos do Merdock!

O Romano (museólogo)
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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia