O LADRAR DO MERDOCK

Clicar na imagem de Algarve Ontem
(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



sábado, 11 de fevereiro de 2012

A PRAIA DOS ESTUDANTES

Nos anos 50, havia o que a rapaziada chamava “ o campo dos blocos”, onde os alunos do meu tempo jogavam grandes futeloladas. Os blocos de cimento, colocados estratégica e lateralmente para deixar o máximo de espaço aberto, eram para a futura construção dum cais, penso eu.
O pelado era plano, comprido e amplo, liso, arenoso, mesmo apropriado para jogo. Havia os que nunca faltavam: o Aleluia, o Cardoso, o Palaré, o Contreiras, o Campinas, o Picanço, eu próprio, o Sousa Santos, o Nóia e outros. Por vezes apareciam grandes craques como o Zézé Bexiga, ou o “Lelo rouba-galinhas” (que jogava futebol nos juniores do “Olhanense”, basquete no “Bonjoanense” e era campeão em quase tudo). Um dia até foi correr os 3000 metros, para o Sporting!...
Logo ali ao lado era a Praia dos Estudantes. Imprópria para tomar banho, porque era mais lama que areia, mas mesmo assim, à falta de melhor, dava jeito…
Esta fotografia foi obtida em 1952.
Quem os reconhece?

sábado, 28 de janeiro de 2012

O CÃO MERDOCK

O porquê do nome Merdock
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In illo tempore (decorridos que são quase 60 anos) mais concretamente, no início do ano lectivo de 52/53, começou a aparecer nas imediações do, então, Liceu Nacional de Faro, um simpático cachorro que, sem dono nem nome, se afeiçoou aos alunos do liceu recebendo festas e algumas migalhas que sobravam do seu parco lanche. Cedo se tornou companheiro inseparável dos estudantes e, talvez, tentanto escapar à vulgarmente chamada “vida de cão” terá tido a sagacidade de entender que, por ali, tinha melhor trato e outros afectos nunca recebidos na sua vida anterior.
Assim, aderiu ao quotidiano da vida académica, entendendo o horário escolar como sendo o seu momento de descanso e acompanhando os estudantes, em permanência e de forma indefectível, no período extra-escolar, onde se incluíam as férias.
Daí ter recebido, ao nível estudantil, o seu primeiro nome de Adesivo, por se ter tornado inseparável dos alunos do liceu. Tudo isto por mérito e para proveito seu.
Mas, nessa data, a saga do cachorro ainda não tinha, verdadeiramente, começado.
Veio a ser magistralmente descrita por Vieira Calado, na sua obra literária, titulada “Merdock, um cão em Faro, anos 50”, já em 3ª edição, e em inúmeros contributos de insignes colaboradores do site “o cão Merdock”.
Poucos recordarão qual o propósito de ter sido rebaptizado. Para o efeito reuniu-se o Senáculo, constituído pelos estudantes que poderiam ter voto nesta matéria.
A escolha deveria recair sobre um nome pouco vulgar, referenciável, sonante, sendo forte, distinto e de fácil memorização. Com atributos destes, nunca seria um frágil Boby de trazer por casa, nem, de outro modo, o seu nome ou a história da sua saga, perduraria por mais de meio século, na memória dos seus contemporâneos.
A sua cor, de um amarelo escuro, lembrava algo sujo, do tipo merdoso (apesar do nome ‘merda, æ’ ter origem no latim erudito e, neste caso, não ser pejorativo). No entanto era um cão elegante e, reconhecidamente, amigo dos seus amigos.
Mas, porque os estudantes se inseriam numa área cultural e de discência, por que não repescar o ‘doc’ do étimo. A liberdade criativa era enorme e não era cerceada.
Pois que “docendo discitur” e só faltando excitar a curiosidade dos mais atrevidos, foi ainda acrescentado um intrigante ‘k’, contrário às vulgares regras da ortografia oficial.
E, do Senáculo, por deliberação unânime saiu o nome, que perdura: MERDOCK..

domingo, 8 de janeiro de 2012

Anos 50

Lembram-se,
nos anos 50?

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Agora é a coca-cola 
e outras porcarias do género!...

UM BOM ANO PARA TODOS!

domingo, 13 de novembro de 2011

ACTORES

Nos anos 50 compravam-se "caramelos", a tostão cada, e fazia-se colecção de actores!

sábado, 15 de outubro de 2011

PERSONAGEM de FARO

Quem reconhece esta personagem de Faro, grande fã do cão Merdock?

sábado, 8 de outubro de 2011

CINQUENTENÁRIO DO MERDOCK

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A placa comemorativa dos 50 anos do Merdock foi descerrada no interior do Liceu, na cantina, durante um almoço de confraternização de alunos da década. No mesmo local, perante uma sala repleta, apresentei a 2ª edição do meu livro "Merdock, um cão em Faro, nos anos 50".

domingo, 2 de outubro de 2011

NOVA FOTOGRAFIA DO MERDOCK

Quem os conhece?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os Contínuos do Liceu, anos 50

Quem sabe os seus nomes?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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A saga do Merdock foi um repositório de cenas variadas, muitas delas inesquecíveis.
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Como é sabido, e hoje mais do que naqueles tempos, até um cão é obrigado a cumprir certas obrigações para com a lei (e ombrear com as custas ... ).
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Para libertar o Merdock era necessário pagar uma multa, obter uma licença para usar coleira, ter a respectiva chapa de identificação (uma espécie de cartão de identidade) e ser vacinado.
Relato apenas esta última circunstância (sem grandes preocupações de estilo).
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Foi em frente do antigo Matadouro, hoje Biblioteca Municipal, que o veterinário ministrou as vacinas ao cachorro.
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Num ápice, o homem viu-se rodeado por mais duma centena de liceais mais ou menos esgrouviados, mas ébrios de plenitude, ante a aproximação do momento tão desejado, muitos deles vestindo capa e batina.
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Fizeram espaço para uma roda e acotovelavam-se para assistir ao acto que permitiria o acesso à plena cidadania e liberdade do nosso herói. No fim desse acto quase litúrgico, um dos responsáveis pela manifestação, perguntou quanto era.
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Aí, o veterinário, a voz embargada ao olhar aquela pequena multidão frenética de briosos estudantes, disse que não era nada.
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Que também já fora jovem... usara capa e batina... estudara em Coimbra...
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De imediato soou um arrebatado éférrriá a vitoriar o veterinário e a sua afectuosa e desinteressada colaboração.
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E então não é que o homem chorou, lavado em lágrimas... como uma madalena!...
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E como haveria eu de ignorar a frágil representação da inocência,
o puro êxtase dos ritmos da paixão?

sábado, 13 de agosto de 2011

CARTÃO DE IDENTIDADE

clicar
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Pela módica quantia de 2 escudos, o Merdock adquiriu a chapa de matrícula, para para ser colocada na coleira e poder circular, no país. Menos que um maço de tabaco que, creio, custava 29 tostões!
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia