O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



quarta-feira, 13 de junho de 2012

SALTIMBANCOS

Nos princípios dos anos 50, os anos do Merdock, ainda se via em Faro. estes artistas...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

LICEU NACIONAL DE FARO - RÉCITA

ANO LECTIVO DE 62/63 - Quem os reconhece?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

ALMOÇO de ANTIGOS ALUNOS do LICEU DE FARO

Algumas fotografias


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tertúlia

Decorreu no passado sábado, na sede de "Os Bonjoanenses", em Faro, uma tertúlia a propósito da Praia dos Estudantes, para que fui gentilmente convidado. Além de outros amigos mais recentes, que tenho vindo a conhecer, tive o grato prazer de encontrar o Júlio Tôrre e o Emídio, dos meus tempos de estudante no Liceu. E do Merdock...

sábado, 3 de março de 2012

SIDÓNIO - pequena biografia

Sidónio - de seu nome completo José Sidónio de Almeida -, era natural de Faro, e estudou na Tomás Cabreira.

Desde cedo se revelou um notável caricaturista, hábil desenhador e depois pintor, ceramista e escultor.

O Sidónio teve sempre como principais interlocutores os alunos do Liceu. Conheceu e foi amigo de levadas e levadas dos que se iam chegando aos últimos degraus do ensino liceal.

A sua maneira de estar, despretensiosa e simples, fizeram dele um idealista, rebelde às normas da sociedade fechada onde vivia.

Na sua qualidade de escultor, foi chamado a executar bustos de várias personalidades farenses.

Expôs as suas obras em muitas localidades do Algarve e do país e estrangeiro.

E a sua obra acabou por ser reconhecida, a nível oficial, tendo a Câmara de Faro lhe outorgado a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro.

Refira-se, para terminar esta breve nota, que o Sidónio foi grande fã do Merdock, sendo um dos participantes na grande manifestação em prol da libertação do célebre cão, em 1953, em Faro.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A PRAIA DOS ESTUDANTES

Nos anos 50, havia o que a rapaziada chamava “ o campo dos blocos”, onde os alunos do meu tempo jogavam grandes futeloladas. Os blocos de cimento, colocados estratégica e lateralmente para deixar o máximo de espaço aberto, eram para a futura construção dum cais, penso eu.
O pelado era plano, comprido e amplo, liso, arenoso, mesmo apropriado para jogo. Havia os que nunca faltavam: o Aleluia, o Cardoso, o Palaré, o Contreiras, o Campinas, o Picanço, eu próprio, o Sousa Santos, o Nóia e outros. Por vezes apareciam grandes craques como o Zézé Bexiga, ou o “Lelo rouba-galinhas” (que jogava futebol nos juniores do “Olhanense”, basquete no “Bonjoanense” e era campeão em quase tudo). Um dia até foi correr os 3000 metros, para o Sporting!...
Logo ali ao lado era a Praia dos Estudantes. Imprópria para tomar banho, porque era mais lama que areia, mas mesmo assim, à falta de melhor, dava jeito…
Esta fotografia foi obtida em 1952.
Quem os reconhece?

sábado, 28 de janeiro de 2012

O CÃO MERDOCK

O porquê do nome Merdock
-
In illo tempore (decorridos que são quase 60 anos) mais concretamente, no início do ano lectivo de 52/53, começou a aparecer nas imediações do, então, Liceu Nacional de Faro, um simpático cachorro que, sem dono nem nome, se afeiçoou aos alunos do liceu recebendo festas e algumas migalhas que sobravam do seu parco lanche. Cedo se tornou companheiro inseparável dos estudantes e, talvez, tentanto escapar à vulgarmente chamada “vida de cão” terá tido a sagacidade de entender que, por ali, tinha melhor trato e outros afectos nunca recebidos na sua vida anterior.
Assim, aderiu ao quotidiano da vida académica, entendendo o horário escolar como sendo o seu momento de descanso e acompanhando os estudantes, em permanência e de forma indefectível, no período extra-escolar, onde se incluíam as férias.
Daí ter recebido, ao nível estudantil, o seu primeiro nome de Adesivo, por se ter tornado inseparável dos alunos do liceu. Tudo isto por mérito e para proveito seu.
Mas, nessa data, a saga do cachorro ainda não tinha, verdadeiramente, começado.
Veio a ser magistralmente descrita por Vieira Calado, na sua obra literária, titulada “Merdock, um cão em Faro, anos 50”, já em 3ª edição, e em inúmeros contributos de insignes colaboradores do site “o cão Merdock”.
Poucos recordarão qual o propósito de ter sido rebaptizado. Para o efeito reuniu-se o Senáculo, constituído pelos estudantes que poderiam ter voto nesta matéria.
A escolha deveria recair sobre um nome pouco vulgar, referenciável, sonante, sendo forte, distinto e de fácil memorização. Com atributos destes, nunca seria um frágil Boby de trazer por casa, nem, de outro modo, o seu nome ou a história da sua saga, perduraria por mais de meio século, na memória dos seus contemporâneos.
A sua cor, de um amarelo escuro, lembrava algo sujo, do tipo merdoso (apesar do nome ‘merda, æ’ ter origem no latim erudito e, neste caso, não ser pejorativo). No entanto era um cão elegante e, reconhecidamente, amigo dos seus amigos.
Mas, porque os estudantes se inseriam numa área cultural e de discência, por que não repescar o ‘doc’ do étimo. A liberdade criativa era enorme e não era cerceada.
Pois que “docendo discitur” e só faltando excitar a curiosidade dos mais atrevidos, foi ainda acrescentado um intrigante ‘k’, contrário às vulgares regras da ortografia oficial.
E, do Senáculo, por deliberação unânime saiu o nome, que perdura: MERDOCK..

domingo, 8 de janeiro de 2012

Anos 50

Lembram-se,
nos anos 50?

 .
Agora é a coca-cola 
e outras porcarias do género!...

UM BOM ANO PARA TODOS!
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia