O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



terça-feira, 28 de junho de 2011

GILLETTE

Nos tempos do Merdock, ainda não tinham chegado a Portugal
as máquinas elétricas de fazer a barba.
Os barbeiros usavam a navalha.
Em casa, apenas alguns dos puritas a utilizavam. 
O que reinava era a lâmina de barbear,
que mantinha as nossas caras
como as meninas apreciavam: 
suaves como pétalas de rosa!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O FAMIGERADO PAPEL SELADO

 ,
Nos tempos do Merdock e nos que seguiram, ainda vigorava o famigerado "papel selado". Todos os documentos oficiais ou afins, que o pobre do cidadão tinha de fazer, fosse para o que fosse, tinham de ser escritos nesta aberração.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ANTIGOS PROFESSORES

Alguém sabe que eram estes "cromos"?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CONVITE AOS ANTIGOS ALUNOS DO LICEU, ANOS 50

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

RELEMBRANDO O MERDOCK

 .
Passa o tempo e, de vez em quando, o Merdock é relembrado, ou revivido por gerações jovens.
Foi o que aconteceu recentemente no Pátio das Letras, em Faro.
Numa louvável iniciativa, um grupo de alunas do antigo Liceu Nacional de Faro, apresentou um seu trabalho de grupo, em público, nessa livraria. Tratava-se de trazer à memória estórias curiosas doutros tempos, contribuindo assim para a História do Liceu (e, de certo modo, da cidade), tendo como pano de fundo a prestigiada instituição académica.
Vários antigos alunos foram convidados a dissertar sobre factos marcantes desde a inauguração do Liceu e, naturalmente, não podia faltar a saga do Merdock que, aliás, foi a que mais prendeu a atenção do numeroso público presente.

sábado, 16 de abril de 2011

Aventuras de “BIFES”
Quando andava no Liceu, a partir do 3º ano, 1954, comecei a fazer parte de um grupo. Éramos bastantes, só moças, os moços andavam atrás… Havia elementos fixos e rotativos, que apareciam e desapareciam, consoante os interesses. Tínhamos um distintivo, um chapéu encarnado, com fio amarelo a servir de laço, feito pela Haide, que usávamos ao peito, preso à bata por um alfinete, a disfarçar a fita, indicativa do ano que frequentávamos, por imposição do reitor. Inicialmente, tínhamos usado um barrete de campino, verde com barra vermelha, também executado por ela, com uma agulha de crochet. Quando saíamos, levávamos o nosso distintivo, mas para podermos usufruir dessa regalia, tínhamos de ter a concordância familiar, que era difícil, porque era imperioso, criar motivos convincentes. Com a desculpa do herbário, para a aula de Ciências, governei-me, um ano inteiro, com saídas autorizadas. Combinado o ponto de encontro e a hora, reuníamo-nos e partíamos à descoberta do mundo. Não sei como acontecia, mas normalmente, surgia sempre um grupo de rapazes a animar a liberdade. Raramente nos juntávamos, limitávamo-nos a risinhos, gargalhadas, corridas, olhares, segredinhos…Os locais escolhidos, para conforto da alma, variavam entre a Alameda, Santo António do Alto, Jardim, Rua de Stº António, zonas que não implicavam despesas, pois a “malta” tinha sempre os bolsos, vazios de moedas. As saídas mais significativas e que mais problemas nos trouxeram, a nível de repreensão familiar, pelo atraso da chegada a casa, foram as realizadas no 1 de Maio, dia da espiga, Carnaval, feiras, jogos de basquetebol ou voleibol de equipas masculinas. Anualmente, aconteciam, no estádio de S. Luís, encontros amigáveis de futebol, entre os professores do Liceu e os da Escola Comercial e Industrial. Eram os “bifes” (liceu), contra as “costeletas” (escola). Ninguém faltava e todos gritávamos a plenos pulmões, a dar ânimo ao professor preferido, ou a arrasar os mais “barrigudos”, que não conseguiam tocar na bola. O jogo terminava sempre com um empate, nós saíamos satisfeitas, pois sem qualquer tipo de represálias, havíamos desabafado todas as repressões exercidas, durante o tempo de aulas, no espaço liceal controlado e vigiado. Não esquecerei a satisfação que sentia, ao enxergar, despidos de roupa e de pose, os professores, que via e aturava, diariamente, na sala de aula, todos encasacados, de gravata e sapato luzente. Lá estavam os Senhores Professores Luís Afonso, Nascimento, Gonçalves, Aleixo da Cunha, Leitão, Magalhães, Fortes, Modesto, Hermínio de Oliveira, Barros, Almodôvar, Dores, Luís Inocentes, mais… A esse encontro futebolístico, com o fim de apoiar a Casa dos Rapazes, ninguém faltava e lá estava eu, Haide, Rute, manas Labisas, Odete e Rosália, Lisete Bailote, Noélia, Conceição, Delmira, Odete Antão, Adelaide, Nédia, Ana Calvinho, Isa e Ana Maria Soares….
Outro elemento que não perdia estes encontros, era o “MERDOCK”.
Belos Tempos!!!!!!!!!!!!!
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Lina Vedes

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MOCIDADE PORTUGUESA








O organização estatal de carácter militarista (à imagem da Juventude Hitleriana), que pretendia guiar os comportamentos dos moços e das moças dos tempos do Merdock, era a Mocidade Portuguesa.

Os moços eram conhecidos, pelos críticos do Regime Salazarista, como "piolhos verdes".

E as moças? 

Alguém sabe?

domingo, 13 de março de 2011

ALEGORIAS PARA QUÊ?


OPINIÃO (1)

Embora não tenha sido aluno no liceu de Faro, nos últimos anos e na qualidade de sociólogo, dediquei tempo de estudo ao fenómeno q.b. Merdock e ao acto da sua libertação, precedida dos ingredentes determinantes da gesta estudantil. No subentendido fica que, a "geração espontânea" não é, normalmente, consequência da espontaneidade e tem sempre um justificativo geracional.
Defendi a tese Merdockiana num recente "fórum" em que participei, realizado na Biblioteca Municipal de Faro localizada onde, em tempos, se situava o canil do qual o Merdock foi libertado.
Esta conferência ocorreu aquando da comemoração do cinquentenário do memorável acto, tendo sido apresentado ao público a narrativa da saga do Merdock, "Merdock, um cão em Faro nos anos 50", da autoria de Vieira Calado.
Quer se goste ou não do que aconteceu em Fevereiro de 1954, de acordo com estudos preliminares, sendo prematuro na actual fase, ou mesmo excessivo, falar-se em Merdockologia, tratou-se de um fenómeno emergente, de natureza social, protagonizado por jovens liceais.
Tentar desvanecer ou obliterar a tendência libertadora desta acção, seria, no mínimo, uma investida redutora dessa mais valia Algarviana, que teve repercussões sentidas a nível Nacional, 20 anos depois, com o movimento do 25 de Abril, onde estiveram figuras liderantes originárias do Algarve.
Pelo princípio do contraditório, ainda hoje se fazem ouvir comentários de rua, que valem o que valem para quem os produz, tentando denegrir o quase-ícone Merdockiano ou até denegando a sua existência como símbolo da liberdade. E, isso afigura-se ser um grave atentado, em termos sociológicos.

M. Kanne (proto-Merdockólogo)
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia