O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O LÁPIS AZUL

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Estes dois recortes de jornais da época do Merdock, Diário de Lisboa e O Primeiro de Janeiro, publicados a seguir à grande manifestação dos estudantes do então Liceu Nacional de Faro, merecem algumas considerações. Nem ou nem outro referem a palavra LIBERDADE, na faixa onde se lia: LIBERDADE para O MERDOCK, que um cartaz ostentava (pelo menos um). Provavelmente, quem redigiu os apontamentos, tinha a consciência de que se a palavra aparecesse no texto, seria excluída pelo lápis azul da Censura. 
O livro "Merdock, um cão em Faro, nos anos 50", (hoje em 3ª edição), só escapou ao tal famigerado lápis, porque só foi publicado, pós 25 de Abril.
Sei que um periódico de Faro, creio que "O Algarve", de que era director o Dr. Lyster Franco, também se referiu ao assunto. Seria interessante que, alguém de Faro, procurasse saber se é possível ver o arquivo desse jornal, na semana ou quinzena a seguir ao dia da libertação do Merdock – 18 de Fevereiro de 1954. O Merdock agradecia o envio duma cópia para este blog.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

3ª EDIÇÃO DE MERDOCK

"O DIGESTIVO"
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"O APERITIVO" está na mais recente postagem em poesia de Vieira Calado
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(...) A harmonia da generosidade desprovida, é intemporal, mas terrena. Sofrida, feita de paixão, humana.
Porventura, um dia, haverá outros câes a ostentar garbosamente o seu nome, o seu símbolo de liberdade.
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No dia seguinte, tudo voltaria à rasteira normalidade, à paz podre desses dias. Ou assim parecia. O amanhã não será jamais igual ao tacanho e melancólico dia de ontem, se for essa a vontade de todos, ou duns poucos, que seja.
Só muito mais tarde, bem depois dos apaixonados acontecimentos de que aqui deixo um modesto relato, o Merdock entraria no reino do mito e suscitaria a memória do tempo.
E é por isso que a sua história - a sua gesta, propriamente dita -, a partir daqui, deixa de ter sinificado ou interesse, para aqueles que não o conheceram, de perto.
Os seus ossos não repousam em parte alguma, como não repousam em parte alguma os restos de todos os outros câes anónimos, animais menores de todos os tempos, como os homens e mulheres de todas as idades e gerações, que morreram para sempre, sem deixar rasto.
O final da história só diz respeito àqueles (poucos) que verdadeiramente foram seus amigos.
Não a vou contar, porque só a esses interessa o que aconteceu depois. E só esses ainda hoje relembram e recordam estes episódios, com a saudade que se tem daqueles por quem se teve afeição, ou de quem se gostou, na vida...
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É já no próximo dia 6 de Outubro,
o lançamento da 3ª edição de "Merdock".

Na 1ª edição, o livro foi apresentado na Biblioteca Municipal de Faro.
Na mesa, da esquerda para a direita: Eng. José Nascimento, que escreveu o Prefácio, Professor Vilhena Mesquita, da Universidade do Algarve, Drª Graça Cunha, Bibliotecária, José Valentim Rosado, Governador Civil de Faro, eu próprio e Coronel Vidal Moreira, o "pai", o mentor do cão Merdock.
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia