(clicar na imagem) ALGARVE ONTEM

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videopoema sobre o Algarve de Ontem e notas etnográficas sobre as actividades da época

O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PEDAGOGIA


O faz-tudo, a mariazinha e o penalty.


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No ano em que o Merdock saiu da prisão, disputou-se a "Taça Latinha". Não foi entre os "clubs" campeões de futebol dos 4 países latinos, a famosa Taça Latina, mas sim um único embate entre os professores do então Liceu e os da Escola Tomás Cabreira.
O prélio teve lugar no Estádio de S. Luís perante ruidosa assistência - alunos dos dois estabelecimentos de ensino mais importantes de Faro. O Merdock, esteve lá, a apoiar, junto aos "bifes" (os do Liceu). Os da Escola eram os "costoletas"...
Disse-me um amigo que o ponta esquerda é o "Arame", e que o 3º a contar da esquerda é o "Santo Antoninho"
Posso acrescentar que o mais jovem, de bigode, o 2º da direita e em baixo, é o Fortes, professor de ginástica. E diz-me o Brasão Gonçalves que também lá estão o Prudêncio, o Almodôvar e o Mena Vieira (guarda-redes).
Porém (sei eu) também actuou o Nascimento que, enquanto estudante, jogou na Académica  de Coimbra, juntamente com o Prudêncio (ambos "backs"), no tempo do Esquível que era guarda-redes.
O Nascimento levou as coisas a sério e começou a treinar, semanas antes do desafio. O treino era muito simples e era feito na própria sala de aulas. Chamava um aluno, por dia, dos que já sabia que nada sabiam e no fim do "esticanço", perguntava-lhe o que escolhia, entre o "faz-tudo", "a mariazinha" e o" penalty".
O "faz-tudo" era o ponteiro, que servia para apontar para o quadro qualquer equação da física, ou números - e também para malhar na tola dos alunos desatentos ou desconhecedores das matérias; escusado será dizer, que ninguém escolhia esta alternativa.
A "mariazinha" era a caderneta. Se esse fosse o caso, então o professor sacava dum minúsculo lápis que sempre trazia atrás do lenço que se usava na algibeira do casaco e obrigava o aluno a escrever na própria caderneta - não percebo "bóia" disto. E esta alternativa, como é óbvio, também a ninguém interessava.
Por fim o "penalty". O Nascimento fazia uma circunferência com o giz, a imitar a marca dos 9 metros e 15, à porta da sala e abria a porta: (como até os espanhóis dizem) – a baliza.
O aluno em causa colocava-se em cima da marca, como se fosse a bola. Nascimento arrancava do fundo da sala, em corrida, e dava um xuto no cu do aluno (que atravessava a porta - e era golo!...), saindo o aluno disparado para o corredor.
Este método pedagógico, porém, não acabou sem algum sobressalto, embora se saiba que o professor branqueava, de seguida, estas situações. O método era apenas dissuasor.
Um dia, ao marcar um "penalty", vindo já o Nascimento em grande correria, prestes a rematar para o golo, eis que passa no corredor o Drº. Luís Afonso, "O Arame". Parece que não se coziam bem, os dois. Nascimento fica com o pé no ar, Afonso olha circunspecto para a cena que se adivinhava... e lá foi este excelente método pedagógico relegado para as calendas.
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Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia