O LADRAR DO MERDOCK

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(em cima)


Não se assustem com o ladrar do Merdock.
Ele só embirra com polícias, guardas fiscais,
guardas republicanos e outras fardas!...



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

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“Moços e Moças do Algarve, estudantes nos Anos 50”
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Na sequência de outras crónicas, nomeadamente “As Três Flores de Amendoeira”, já publicadas, para a Galeria VIP, continuam a perfilar-se estórias deveras interessantes... Um dos estudantes elegíveis, foi aluno na Escola Comercial Tomás Cabreira.
Era um rapaz notoriamente sobredotado, oriundo de local próximo de Faro, que se deslocava diariamente para esta escola, onde se distinguia por ser diferente para melhor e por, nas aulas, prestar muita atenção aos ensinamentos ministrados.
Segundo diziam os liceais, estávamos, então, na época do Merdock, mais tarde apodada de Era.
Para quem não saiba, nesse tempo, ainda se falava no Reino do Algarve, sendo de referir que, desde há muito existiam cinco cidades, Faro incluída, quase todas relativamente próximas da orla marítima e, ainda, duas faixas orologicamente distintas vulgarmente denominadas como “barrocal” e “serra”. Daí vinham bastantes moças e moços interessados em melhorar o seu estatuto e cultura, abrindo novos horizontes para o seu futuro através da Escola ou do Liceu.
Alguns pelo seu valor e por mérito pessoal, granjearam lugar destacado na história do Algarve e até mesmo de Portugal.
Ainda se mencionava “o Reino”, porque no decreto que em 1910 proclamou e deu a conhecer a implantação da República, não foi referido o Algarve, mas também porque a moeda régia, até então cunhada, exibia explicitamente Rei de Portugal e dos Algarves (conceito que incluía esta região de beleza cativante e mais uns territórios conquistados à moirama).
Quanto ao rapaz, constava nesse tempo na Tomás Cabreira que, com aquele nível intelectual, postura jovial de lutador imparável e excelente aproveitamento nas aulas ministradas, quando fosse grande, poderia vir a ser Professor ou até Ministro e tornar-se por, mérito próprio, elegível a Presidente do Conselho de Ministros (designação usada nos anos 50) ou alcandorar-se a estatuto ainda mais prestigiante. E, este colega, quando elogiado, sorria com um ar enigmático mas intensamente premonitório.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

DEPOIMENTO (2)

Sensibilizado pela abordagem que tem sido feita à Saga do Merdock, vou tentar, por este meio, contribuir com a minha avaliação da atitude do grupo estudantil do qual eu, então, fazia parte.
No ano lectivo de 1953/54, o ambiente no interior do Liceu de Faro era de clausura e de austeridade mas, no exterior o clima, a luminosidade do céu, a paisagem, as flores emanavam vitalidade e convidavam a viver alegremente.
Afinal, estávamos no Algarve onde a natureza envolvente e as pessoas irradiam essa reconhecida forma de estar.
Traduz-se num constante apelo à liberdade, ao qual os jovens sempre foram sensíveis, sem confundir com a irreverência ou a libertinagem que, infelizmente, hoje abunda por aí.
Curiosamente, no liceu e nessa época remota, entre outros saberes também ensinavam a marcar passo, o canto e o coral, o amor ao próximo e o respeito pelos valores de cidadania.
Penso que, para além do português e da filosofia, da física ou da matemática, os alunos e alunas do liceu acompanhados por outros jovens da cidade, que aderiram entusiasticamente ao cortejo que descia a avenida cidade adentro, naquele dia, utilizaram os saberes apropriados à libertação de um simples rafeiro que se revelara ser amigo dos estudantes.
Corajosamente marcharam pela avenida e demais ruas da cidade até ao município, cantaram e gritaram pela liberdade do amigo, revelaram amor por aquele que nunca lhes negou um abanar de cauda, conseguiram legitimar a existência de um ser vivo aprisionado.
Este foi o gesto assumido por muitos jovens, aplaudido por muitos cidadãos que também ansiavam por alguma liberdade e observado por outros que, sem ousar manifestar-se,temiam pela perda de estatuto ou de privilégios adquiridos.
A imprensa cuidou de relevar a atitude estudantil.
A autoridade estabelecida tentou perceber o que se estava a passar.
Na minha opinião, este terá sido um grito de alerta para a liberdade, em nome do Merdock, que concedeu naquele tempo aos estudantes mais regozijo do que, então, poderia ser imaginado pelos seus tutores.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

O PÓS MERDOCK

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AS INFLUÊNCIAS DO MERDOCK

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Ressalvando qualquer comparação abusiva, é curioso notar que, como disse publicamente o Professor da Universidade do Algarve, Vilhena Mesquita, a manifestação em favor do Merdock
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foi a primeira não autorizada e não reprimida pela Polícia”.
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Talvez por ser a primeira, não foi reprimida - digo eu.
Estávamos em 1954, em Faro.
Na verdade, algum tempo depois dessa inesquecível manifestação exigindo LIBERDADE para o Merdock (uma palavra proibida de pronunciar e muito menos de ostentar em cartazes), o ditador da nação escrevia o seguinte:

Nos últimos tempos, a polícia tem manifestado a sua grande preocupação acerca da captação muito intensa de estudantes para as organizações comunistas. Rapazes e raparigas das melhores famílias, tanto de bens como de formação moral, aparecem enredados nessas organizações”.
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......Carta de Salazar a Craveiro Lopes em 20 de Dezembro de 1955.
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As Associações de Estudantes, desse tempo (e convém aqui salvaguardar que elas eram do âmbito das Universidades, não dos Liceus), começaram a preocupar-se com os problemas sociais e económicos, a assistência médica, o alojamento e o futuro emprego, dos estudantes.
Os movimentos MUD juvenil, JUC, JUCF e CADC, preocupavam-se também com a cultura e promoviam o chamado "Turismo Universitário" que levava os estudantes ao estrangeiro, abrindo-os assim, para realidades inexistentes em Portugal. De tudo isto resultou "A crise estudantil de 56/57" e, na sequência "A crise de 1962". E (convém lembrar), muitos daqueles que em Faro apoiaram o Merdock, eram estudantes universitários, em 56/57.
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Os pressupostos que levaram a essa crise de 1962, eram basicamente os mesmos que presidiam às reivindicações em Bekerley, nos Estados unidos, em 1961 e que acabaram por transformar-se num poderoso e imparável movimento cívico que conduziu à retirada e à derrota desse país, na guerra do Vietnam. O Maio de 68, como se sabe, também começou por ser um movimento de contestação de estudantes de Paris.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O LIVRO

ÚLTIMOS PARÁGRAFOS DO LIVRO MERDOCK (3ªedição)
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(...) A harmonia da generosidade desprovida, é intemporal, mas terrena. Sofrida, feita de paixão, humana.
Porventura, um dia, haverá outros cães a ostentar garbosamente o seu nome, o seu símbolo de liberdade.
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No dia seguinte, tudo voltaria à rasteira normalidade, à paz podre desses dias. Ou assim parecia. O amanhã não será jamais igual ao tacanho e melancólico dia de ontem, se for essa a vontade de todos, ou duns poucos, que seja.
Só muito mais tarde, bem depois dos apaixonados acontecimentos de que aqui deixo um modesto relato, o Merdock entraria no reino do mito e suscitaria a memória do tempo.
E é por isso que a sua história - a sua gesta, propriamente dita -, a partir daqui, deixa de ter significado ou interesse, para aqueles que não o conheceram, de perto.
Os seus ossos não repousam em parte alguma, como não repousam em parte alguma os restos de todos os outros cães anónimos, animais menores de todos os tempos, como os homens e mulheres de todas as idades e gerações, que morreram para sempre, sem deixar rasto.
O final da história só diz respeito àqueles (poucos) que verdadeiramente foram seus amigos.
Não a vou contar, porque só a esses interessa o que aconteceu depois. E só esses ainda hoje relembram e recordam estes episódios, com a saudade que se tem daqueles por quem se teve afeição, ou de quem se gostou, na vida...

domingo, 5 de abril de 2009





















Pela módica quantia de 2 escudos, o Merdock adquiriu a chapa de matrícula, para para ser colocada na coleira e poder circular, no país. Menos que um maço de tabaco que, creio, custava 29 tostões!

quarta-feira, 25 de março de 2009

ALEGORIAS PARA QUÊ?


OPINIÃO (1)

Embora não tenha sido aluno no liceu de Faro, nos últimos anos e na qualidade de sociólogo, dediquei tempo de estudo ao fenómeno q.b. Merdock e ao acto da sua libertação, precedida dos ingredentes determinantes da gesta estudantil. No subentendido fica que, a "geração espontânea" não é, normalmente, consequência da espontaneidade e tem sempre um justificativo geracional.
Defendi a tese Merdockiana num recente "fórum" em que participei, realizado na Biblioteca Municipal de Faro localizada onde, em tempos, se situava o canil do qual o Merdock foi libertado.
Esta conferência ocorreu aquando da comemoração do cinquentenário do memorável acto, tendo sido apresentado ao público a narrativa da saga do Merdock, "Merdock, um cão em Faro nos anos 50", da autoria de Vieira Calado.
Quer se goste ou não do que aconteceu em Fevereiro de 1954, de acordo com estudos preliminares, sendo prematuro na actual fase, ou mesmo excessivo, falar-se em Merdockologia, tratou-se de um fenómeno emergente, de natureza social, protagonizado por jovens liceais.
Tentar desvanecer ou obliterar a tendência libertadora desta acção, seria, no mínimo, uma investida redutora dessa mais valia Algarviana, que teve repercussões sentidas a nível Nacional, 20 anos depois, com o movimento do 25 de Abril, onde estiveram figuras liderantes originárias do Algarve.
Pelo princípio do contraditório, ainda hoje se fazem ouvir comentários de rua, que valem o que valem para quem os produz, tentando denegrir o quase-ícone Merdockiano ou até denegando a sua existência como símbolo da liberdade. E, isso afigura-se ser um grave atentado, em termos sociológicos.

M. Kanne (proto-Merdockólogo)

segunda-feira, 16 de março de 2009

APRESENTAÇÃO EM LAGOS

terça-feira, 10 de março de 2009

NEVE EM TODO O ALGARVE

Neve em Faro


Estávamos nos últimos dias de Janeiro de 1954, fazia um frio de “rachar”. Na subida para o Liceu, avenida a cima, enrolávamos o corpo nos casacos, abotoados até ao pescoço. Da boca saia “fumo” branco e o nariz gelava.
Para nós, jovens, era divertido transformar em brincadeira o rigor da invernia.
- Vamos todos a fumar para o Liceu!!!...
- O que dirá o reitor???...
Eu andava na explicação da Brites, que morava no Alto Rodes, para onde ia, de tarde, depois das aulas.
No dia 2 de Fevereiro, pela manhã, o frio era fora da normalidade, nem conseguíamos escrever, tão geladas tínhamos as mãos.
À tarde, quando saio da explicação, olho a rua e vejo-a toda branca e flocos a caírem do céu.
Era inédito, nunca tinha visto coisa igual, só no cinema…
É necessário salientar que na época, estudávamos a formação de neve, granizo, nevoeiros e outras coisas mais, mas tudo era teórico e as gravuras dos livros eram escassas e a preto e branco.
Entro de novo, vou até à sala das explicações e digo:
- D. Brites, parece que está a cair neve!!!...
- És parva ou quê? Neve? Impossível!!!...
Vou de novo para a porta da rua e fico extasiada com o espectáculo… Seria mesmo parva? Não queria arriscar outro adjectivo menos favorável…
Aguardei mais tempo, numa correcta observação, em pormenor, pus a mão de fora a aparar o que caia do céu, pus o pé no chão calcando o manto branco, abri os braços, já na rua, olhando o céu… Flocos de neve caiam-me no rosto, no corpo encasacado, entro de novo em casa e digo:
- Venham ver!!!
A D. Brites, que tinha a filhita pequena ao colo, sentada numa cadeira baixa, quase joga a moça ao chão e corre pelo corredor da casa, em direcção à rua. Atrás dela todos os explicandos, em procissão descompassada.
- Oh! Oh! Incrível!!...
Nenhum dos presentes tinha visto neve, nem os vizinhos, que já se tinham apercebido de algo extraordinário, e apareciam às portas, todos de “boca aberta”.
Começámos logo na brincadeira, raspando o chão com as mãos, fazendo bolas e jogando uns aos outros.
Finalmente, arranquei para casa, e no Largo do Carmo encontro a mãe que me ia buscar, ao ver a minha demora.
O piso estava tão escorregadio, que nos tínhamos de agarrar uma à outra. Foi uma risada até casa. A neve continuava caindo e até parecia, que o frio tinha quebrado.
O polícia sinaleiro, que estava de serviço na altura, era o Carlos, amigo da “pinga”, que tinha o hábito de dar escapadelas, até à tasca do Fontinhas, beber um copito. Na tasca, havia sempre, no balcão, um copo à sua espera. De fugida, no momento de menos trânsito, que ele controlava no Largo da Palmeira, ia até à tasca, emborcava o vinho sem respirar, e saia lambendo os beiços.
Nesse dia de Inverno, o sinaleiro Carlos cambaleava, no seu posto de trabalho, e pensámos que estaria “alegrote”.
Estávamos todos às portas de casa, divertidos, apreciando o espectáculo e reparando que o céu tinha uma tonalidade diferente do habitual, estava brilhante como prata…
A mãe presta mais atenção ao polícia, aproxima-se e pergunta-lhe se se sentia bem. O homem já não falava. Parado, no meio do largo, vestido com a farda de sinaleiro, coberto de neve, tinha gelado.
Trouxeram-no para minha casa, deram-lhe um copo de aguardente, limparam-lhe a neve, despiram-lhe o casaco dos galões, todo molhado e taparam-no com uma manta. A mãe telefonou para o posto e vieram buscá-lo.
No outro dia, a ida para o Liceu foi uma festa. A neve já não era fofa, era gelo escorregadio…
A meio da manhã, tínhamos, nesse dia, duas horas seguidas de aulas com a D. Loide Chumbo, Português e Francês. Ninguém conseguia concentrar-se nos trabalhos e menos ainda com esta professora, que não conseguia dominar as turmas.
Estávamos de pé, numa algazarra ensurdecedora e gritávamos às janelas da sala de aula.
Então, a Adelaide Costa, sai da sala sem que a professora se aperceba e regressa batendo à porta, com insistência. Silêncio absoluto, será o reitor, fizemos tanto barulho…
- D. Loide, há autorização para irmos brincar na neve, na rua – diz a Adelaide.
Ninguém soube o que disse a D. Loide. Saímos de roldão, corremos pelo corredor, descemos as escadas e saímos para a rua.
Foi um espaço de tempo maravilhoso… até aparecer o senhor Sortibão, muito enrascado a falar com a professora.
Voltámos para dentro e a D. Loide, levada pelo contínuo, foi directa à reitoria.
Sabemos, que ela andou “murcha” durante uns tempos…
Sabemos, que todo o Liceu sofreu de inveja, da turma feminina, que saíra à rua a brincar na neve…

Lina Vedes - 25 Janeiro 2008

quinta-feira, 5 de março de 2009

CRÓNICA

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“Moços e Moças do Algarve, estudantes nos Anos 50”
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Na sequência de outras crónicas, nomeadamente “As Três Flores de Amendoeira”, já publicadas, para a Galeria VIP, continuam a perfilar-se estórias deveras interessantes... Um dos estudantes elegíveis, foi aluno na Escola Comercial Tomás Cabreira.
Era um rapaz notoriamente sobredotado, oriundo de local próximo de Faro, que se deslocava diariamente para esta escola, onde se distinguia por ser diferente para melhor e por, nas aulas, prestar muita atenção aos ensinamentos ministrados.
Segundo diziam os liceais, estávamos, então, na época do Merdock, mais tarde apodada de Era.
Para quem não saiba, nesse tempo, ainda se falava no Reino do Algarve, sendo de referir que, desde há muito existiam cinco cidades, Faro incluída, quase todas relativamente próximas da orla marítima e, ainda, duas faixas orologicamente distintas vulgarmente denominadas como “barrocal” e “serra”. Daí vinham bastantes moças e moços interessados em melhorar o seu estatuto e cultura, abrindo novos horizontes para o seu futuro através da Escola ou do Liceu.
Alguns pelo seu valor e por mérito pessoal, granjearam lugar destacado na história do Algarve e até mesmo de Portugal.
Ainda se mencionava “o Reino”, porque no decreto que em 1910 proclamou e deu a conhecer a implantação da República, não foi referido o Algarve, mas também porque a moeda régia, até então cunhada, exibia explicitamente Rei de Portugal e dos Algarves (conceito que incluía esta região de beleza cativante e mais uns territórios conquistados à moirama).
Quanto ao rapaz, constava nesse tempo na Tomás Cabreira que, com aquele nível intelectual, postura jovial de lutador imparável e excelente aproveitamento nas aulas ministradas, quando fosse grande, poderia vir a ser Professor ou até Ministro e tornar-se por, mérito próprio, elegível a Presidente do Conselho de Ministros (designação usada nos anos 50) ou alcandorar-se a estatuto ainda mais prestigiante. E, este colega, quando elogiado, sorria com um ar enigmático mas intensamente premonitório.
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Autor: Beto de Estoi

P.S. – Como é de bom tom, o nome deste ex-aluno da Tomás Cabreira, só poderá ser revelado mediante autorização.
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro,
a uma extraordinária
manifestação de solidariedade
que culminou na sua libertação.
Aqui se relembram
os factos e as personagens
envolvidas.
Veja também o meu blog de poesia